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Casal de MS é preso com avião que transportava R$ 15 milhões em cocaína

Piloto e companheira são de Ponta Porã; além deles, uma terceira pessoa foi presa em aeroporto de SP

Por Liniker Ribeiro

Dois moradores de Ponta Porã, cidade a 323 quilômetros da Capital, foram presos em flagrante logo que pousaram avião de pequeno porte no Aeroporto de Ituverava, no interior de São Paulo, na tarde de ontem (2). A aeronave estava carregada com 243 quilos de cloridrato de cocaína, carga avaliada em cerca de R$ 15 milhões.

Piloto do avião, jovem, de 22 anos, estava acompanhado da namorada, de 23 anos. Os dois foram presos junto com o condutor de uma caminhonete, de 32 anos, que aguardava na pista do aeroporto para receber a droga. O trio é suspeito de integrar associação criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas.

Conforme o site G1, a prisão foi possível graças a operação da FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) de Uberaba (MG), força-tarefa integrada pela Polícia Federal, com participação das polícias Rodoviária Federal, Civil e Militar de Minas Gerais.

As investigações tiveram início após equipes de fiscalização identificarem movimento atípico no aeroporto onde o flagrante foi feito, o que gerou troca de informações entre as policiais de Minas e São Paulo.

Ontem, denúncia indicou a presença de uma caminhonete na pista do aeroporto, ocasião em que o veículo passou a ser monitorado. Com a chegada da aeronave, a caminhonete passou a ser abastecida com bolsas que carregavam a carga de cloridrato de cocaína. Os dois ocupantes do avião e o motorista da caminhonete foram presos.

Ao site, o delegado André Gebrim Vieira da Silva informou que, por ser uma droga de “alta qualidade”, o quilo custa cerca de US$ 12 mil. Convertido em reais, o preço do material apreendido ultrapassaria R$ 15 milhões.

O piloto do avião, assim como o motorista da caminhonete, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Eles foram encaminhados ao Presídio de Sacramento e, em 15 dias, devem ser transferidos para a Penitenciária de Uberaba.

A namorada do piloto foi liberada. Conforme o delegado, foi constatada que ela não apresentava ligação direta com o crime. À polícia, a jovem afirmou ter sido convidada a viajar de última hora e que desconhecia a carga transportado no avião. A suspeita é de que todo o entorpecente tenha saído do Paraguai.