Início Economia Percentual de famílias endividadas na Capital só aumenta e atinge 59,3%

Percentual de famílias endividadas na Capital só aumenta e atinge 59,3%

Compradores conversam com gerente em loja do Centro de Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami)

No mês passado, Capital teve maior índice de endividamento do ano; são 183.719 famílias com a corda no pescoço

Por: Anahi Zurutuza

Em julho, 183.719 representantes de famílias declararam estar com a corda no pescoço na Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), apurada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). São 1.873 endividados a mais que em junho.

O percentual de inadimplentes subiu de 58,8% do mês retrasado para 59,3% no mês passado, o maior índice registrado no ano todo. Veja na tabela:

Percentual de famílias endividadas na Capital só aumenta e atinge 59,3%

Conforme a pesquisa, das 183,7 mil do total de endividados, 31,8% têm contas em atraso e 11,5% não terão condições de pagar as dívidas. Os muito endividados somam 13,8% e os pouco endividados 22,8%.

O cartão de crédito continua sendo o vilão, já que 66,9% do que declaram ter dívidas, culpam o “dinheiro magnético”. Os carnês estão em segundo lugar (20,8%), o financiamento de casa vem logo em seguida (17,9%) e financiamento de carro fica em quarto lugar (10,5%).

“Uma boa notícia é a redução do número de famílias que não terão condições de saldar as dívidas, que caiu de 12,7% para 11,5% em julho, uma queda considerável, já que falamos de mais de 3,6 mil famílias”, afirma a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MS, Daniela Dias, via assessoria de imprensa.

O governo federal conta que parte dos bilhões que prevê injetar na economia a partir de setembro com a liberação do saque do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) seja usado pelos trabalhadores para quitar dívidas. AoCampo Grande News, porém, os participantes da enquete desta semana, responderam que os R$ 500 que serão liberados para cada um não vão ajudar nas finanças.